Notei neste exato momento que nós, seres humanos, somos egoístas.
Principalmente quando a juventude aflora, nos tornamos nossos próprios universos: Recaímos sobre alguma extensão do ser infinito, cheios de desejos insaciáveis e inadiáveis.
Queremos tudo, mesmo que o tudo seja ridículo, e queremos agora.
E o tempo não pára. E a vida jamais espera nossas realizações para acontecer.
Hoje, há gente morrendo e nascendo. Há gente com frio e com fome.
Há seres humanos como nós também desejando tudo.
Bem como outros, que vislumbram apenas um pouco de comida
Ou respirar por mais um dia.
Alguém realmente liga para isso, ou todos só continuam recaindo sobre sí?
(...)
Quantos sorrisos colocamos nos lábios de alguém hoje?
Quanto sorrisos poderíamos ter colocado se a lamúria e tristeza não nos visassem?
Quantos 'tudo' realmente valem a pena serem conquistados e destes, quantos ajudaremos a alcançar?
(...)
Devemos ter em mente, seres humanos, que, ao atenuar a dor alheia, prevenimos a nossa. E que humanidade não vêm com o nascimento. E que o amor alicerça todas as coisas.
Então, após tudo isso, continuaremos recaindo sobre nós mesmos?
quarta-feira, 15 de dezembro de 2010
terça-feira, 14 de dezembro de 2010
Maldito Vestibular
Vestibular só não é a pior coisa do mundo, porque ainda não acabaram com a fome da África.
Para se ter idéia de o quanto o processo, em sua totalidade, é ruim, basta refletir do que nos é necessário no dia da prova: Conhecimento sobre botânica, ligações dipolo-dipolo e uma caneta esferográfica transparente de cor preta(Bic). Parece ridículo, mas o esforço de um ano preparatório resume-se a isso. E é exatamente este fato que me deprime.
Não lembro onde li, mas havia um artigo falando sobre as formas de tortura da União Soviética. Uma delas, (talvez a pior) consistia em fazer os detentos, nas gélidas prisões siberianas, retirarem água de uma piscina ,com um balde pequeno e sob um frio de 4ºC, para encher outra, localizada 10 metros da primeira. Ao término da laboriosa operação, deveriam recomeçar tudo novamente. Em um ano, quase todos aqueles homens ficavam loucos.
Guardadas as devidas proporções, o vestibular é assim. Uma tortura que enlouquece exatamente por ser ridícula. E ainda perguntam-se porquê o País está como está.
sábado, 13 de novembro de 2010
Rocambole
Eles estavam brigados. Brigados e na lua-de-mel. Quem poderia imaginar que tudo começou com o noivo nu, encimado no colchão, se auto-proclamando rocambole( "Je suis Rocambolle") e em posição de espadachim? Mas deu no que deu; ela estava indo indo embora. Por consideração, talvez, ainda dirigiu-lhe a palavra .
-Enfie esse rocambole no rabo.
-Enfie esse rocambole no rabo.
domingo, 31 de outubro de 2010
A linha não tão tênue
Já ouvi pessoas utilizarem os termos "putos" e "cafajestes" como sinônimos em diversas ocasiões, corroborando para o fato de que muita gente desconhece a linha não tão tênue entre uma e outra coisa. Pois deixe-me esclarecer.
Putos e putas, para quem não sabe, são palavras designadas a almas quase nada seletivas, as quais entregam o corpo a torto e a direito aos que se dispuserem a dar migalhas, nem sempre relacionadas com dinheiro. Detém ínfimo poder de escolha, não oferecem resistência. Em suma: Por possuirem a mente fraca, fazem com que o amor prórpio padeça.
Cafajestes, por sua vez, pertencem a milhões de estirpes que convergem a uma característica substancial: A arte de petiscar. Fazem isso com primazia. Saboreiam pouco, apenas o que querem, quando querem e, sobretudo, o suficiente para não apaixonarem-se, requisito principal de um lovegame perfeito.
Bem disse, são diversos: Homens, mulheres, ricos, pobres, bonitos, tímidos, feios, com ou sem emprego e nome falsos, famosos ou não. Todos gênios, ambiciosos e soberbos, mimados pelos louros de suas conquistas. Isto é ser cafajeste; temos muito de aprender com eles.
O leitor deve estar se perguntando quanto a mim. Honestamente, não enquadro-me, graças a Deus, em nenhum dos casos. Sei escolher, bem como aprendi a lidar com a situação se, por algum motivo, receber sonoros "não". Aliás, apego-me ás pessoas. Transformo petisco em manjar. E saboreio até chorar de cólicas.
Putos e putas, para quem não sabe, são palavras designadas a almas quase nada seletivas, as quais entregam o corpo a torto e a direito aos que se dispuserem a dar migalhas, nem sempre relacionadas com dinheiro. Detém ínfimo poder de escolha, não oferecem resistência. Em suma: Por possuirem a mente fraca, fazem com que o amor prórpio padeça.
Cafajestes, por sua vez, pertencem a milhões de estirpes que convergem a uma característica substancial: A arte de petiscar. Fazem isso com primazia. Saboreiam pouco, apenas o que querem, quando querem e, sobretudo, o suficiente para não apaixonarem-se, requisito principal de um lovegame perfeito.
Bem disse, são diversos: Homens, mulheres, ricos, pobres, bonitos, tímidos, feios, com ou sem emprego e nome falsos, famosos ou não. Todos gênios, ambiciosos e soberbos, mimados pelos louros de suas conquistas. Isto é ser cafajeste; temos muito de aprender com eles.
O leitor deve estar se perguntando quanto a mim. Honestamente, não enquadro-me, graças a Deus, em nenhum dos casos. Sei escolher, bem como aprendi a lidar com a situação se, por algum motivo, receber sonoros "não". Aliás, apego-me ás pessoas. Transformo petisco em manjar. E saboreio até chorar de cólicas.
É hoje
Hoje, último dia do mês de outubro, é data deveras importante para o Brasil: Poderemos escolher, dentre dois candidatos es-pe-ta-cu-la-res, o nosso presidente, máximo representante de uma nação democrática e gerenciador de inúmeras reservas petrolíferas, da Amazônia e de verbas faraônicas destinadas a construção de complexos esportivos para a Copa e Olimpíadas, em 2014 e 2016, respectivamente. Significa muita coisa, não?
Tendo conhecimento disso, resolvi abrir meu coração sincero, e mandar, docemente, Dilma e Serra se foderem. E não é apenas "se foderem" em sí, mas sim um efusivo sefodam.com, pois perdi parte da minha vida esperando discussões úteis que, no fim, faltaram.
Quis saber quantas escolas seriam feitas no norte e nordeste, regiões muito atrasadas, mesmo para um país emergente. Também queria que falassem do minério daqui, ao menos um pouco. E de nossas florestas. E de nossas vidas, ligadas ao estado de modo mais estatístico do que humano. Nada disso aconteceu.
Disseram serem contra o aborto, muito embora acho que a candidata Dilma, "nunca-antes-eleita-para-qualquer-coisa-neste-país", não saiba, da missa, metade. Rosnaram, entre sí, nomes de Paulo Preto e Erenice (Mas quem Diabos é Paulo Preto, meu Deus?!) e finalizaram a campanha discutindo, cordialmente, se o OVNI jogado no enorme alvo que a calvície de José Serra se transformara havia sido uma bolinha de papel ou um rolo de fita durex. Façam-me o favor.
Já que estamos numa idiocracia, o melhor a ser feito é abolir as eleições e decidir tudinho em uma dança, no Domingão do Faustão. Desse modo popamos tempo, dinheiro e, sobretudo, paciência.
Tendo conhecimento disso, resolvi abrir meu coração sincero, e mandar, docemente, Dilma e Serra se foderem. E não é apenas "se foderem" em sí, mas sim um efusivo sefodam.com, pois perdi parte da minha vida esperando discussões úteis que, no fim, faltaram.
Quis saber quantas escolas seriam feitas no norte e nordeste, regiões muito atrasadas, mesmo para um país emergente. Também queria que falassem do minério daqui, ao menos um pouco. E de nossas florestas. E de nossas vidas, ligadas ao estado de modo mais estatístico do que humano. Nada disso aconteceu.
Disseram serem contra o aborto, muito embora acho que a candidata Dilma, "nunca-antes-eleita-para-qualquer-coisa-neste-país", não saiba, da missa, metade. Rosnaram, entre sí, nomes de Paulo Preto e Erenice (Mas quem Diabos é Paulo Preto, meu Deus?!) e finalizaram a campanha discutindo, cordialmente, se o OVNI jogado no enorme alvo que a calvície de José Serra se transformara havia sido uma bolinha de papel ou um rolo de fita durex. Façam-me o favor.
Já que estamos numa idiocracia, o melhor a ser feito é abolir as eleições e decidir tudinho em uma dança, no Domingão do Faustão. Desse modo popamos tempo, dinheiro e, sobretudo, paciência.
sábado, 30 de outubro de 2010
Carta de resposta. A segunda.
"Acabei de pensar em uma questão a qual desejo que o nobre e sábio Caboclo Amazônida me respondesse:
Como tirar da cabeça alguém que o seu coração insiste em gritar o nome?"
Anônima.
Não entendo por que o coração leva culpa de tanta coisa. Pelo que me foi ensinado na escola, ele é um orgão oco, musculoso e que, através de sístoles e diástoles, consegue bombear o sangue para os espaços mais improváveis do corpo. Gritar (ou mesmo cochichar) não é sua especialidade.
Quem faz tanto escândalo, na verdade, é o subconsciente, cúmplice culposo de um rapaz que amarrou-lhe sem precisar ter feito qualquer esforço hercúleo. Ele sim, o cafajeste, rato de puteiro, mostra-se o grande responsável por seu organismo estar ás avessas, cheio de sudoreses, insônia e taquicardias aos montes.
Esclarecidos estes fatos, vamos direto ao ponto:
Se você acha que tenho a fórmula da independência amorosa, desista. Não posso lhe ajudar em tal quesito.
Há comigo, na verdade, poucas ponderações de boa serventia, querida. Aceite-as se assim desejar:
1ª ponderação: Tenha paciência.Pe. Antônio Vieira dizia o seguinte: O tempo corre, e, assim como atreve-se a derrubar colunas de mármore, corações de cera não escapam-lhe dos efeitos. O tempo enfastia o gosto. Ele devia estar certo.
2ª ponderação: Conquiste sua liberdade aos poucos.
Não vale a pena ficar em casa, chorando no chão da cozinha, e chamando-se de burra. Isto, além de não aumentar o seu número de neurônios, vai, aos poucos, acabar com toda estrutura que lhe resta.
Por experiência própria, ponha uma roupa bacana, saia de casa, perfume-se com perfumes tão bons quanto o adocicado one million ou o fortiíssimo Diamonds, e seja feliz com outras pessoas. Regogize-se com quem faz da possibilidade de deixá-la alegre, algo real.
E derradeiro: reze, de noite, para que todo dia seja um dia de felicidade.
Belém, 30 de outubro de 2010.
Como tirar da cabeça alguém que o seu coração insiste em gritar o nome?"
Anônima.
Não entendo por que o coração leva culpa de tanta coisa. Pelo que me foi ensinado na escola, ele é um orgão oco, musculoso e que, através de sístoles e diástoles, consegue bombear o sangue para os espaços mais improváveis do corpo. Gritar (ou mesmo cochichar) não é sua especialidade.
Quem faz tanto escândalo, na verdade, é o subconsciente, cúmplice culposo de um rapaz que amarrou-lhe sem precisar ter feito qualquer esforço hercúleo. Ele sim, o cafajeste, rato de puteiro, mostra-se o grande responsável por seu organismo estar ás avessas, cheio de sudoreses, insônia e taquicardias aos montes.
Esclarecidos estes fatos, vamos direto ao ponto:
Se você acha que tenho a fórmula da independência amorosa, desista. Não posso lhe ajudar em tal quesito.
Há comigo, na verdade, poucas ponderações de boa serventia, querida. Aceite-as se assim desejar:
1ª ponderação: Tenha paciência.Pe. Antônio Vieira dizia o seguinte: O tempo corre, e, assim como atreve-se a derrubar colunas de mármore, corações de cera não escapam-lhe dos efeitos. O tempo enfastia o gosto. Ele devia estar certo.
2ª ponderação: Conquiste sua liberdade aos poucos.
Não vale a pena ficar em casa, chorando no chão da cozinha, e chamando-se de burra. Isto, além de não aumentar o seu número de neurônios, vai, aos poucos, acabar com toda estrutura que lhe resta.
Por experiência própria, ponha uma roupa bacana, saia de casa, perfume-se com perfumes tão bons quanto o adocicado one million ou o fortiíssimo Diamonds, e seja feliz com outras pessoas. Regogize-se com quem faz da possibilidade de deixá-la alegre, algo real.
E derradeiro: reze, de noite, para que todo dia seja um dia de felicidade.
Belém, 30 de outubro de 2010.
sábado, 23 de outubro de 2010
De volta.
Apesar de todas as catástrofes, há sempre um recomeço, melancólico, porém ainda recomeço.
Hoje não vim relatar nada tão intimista. Na verdade, o maior motivo de estar escrevendo é meu desejo de voltar a ser como antes. Fazer as coisas de antes, e ser competente como fui por bastante tempo. Um recomeço, por que não?
Para quem lê aqui -e duvido muito que alguém leia- deve ter ficado bem perceptível o declínio do meu número de produções, além da decadência da qualidade dos textos, bem como os temas, que, saindo da esfera político-fantasiosa, foram parar como croniquetes dignos da geração Spleen ou mesmo de Álvares de azevedo. Eu sinto-me ridículo. E mais ridículo por perder meu tempo ainda escrevendo isso.
De qualquer forma, tudo finda algum dia. Chega deste bendito paradoxo e vamos, finalmente ao que interessa: Estou de volta, amiguinhos, de corpo e alma, pronto para relatar o quanto minhas costas doem por causa do vestibular ou o quanto geometria analítica transforma meu cérebro em serragem.
Sinto-me pronto, também, para escrever sobre política, pois só terei este manjar novamente daqui há quatro anos, e pretendo, até lá, ocupar minha agenda com coisas muito mais interessantes do que ficar sentado na frente do computador.
Então é isso. Deliciem-se com este bilhete e aguardem pelas próximas crônicas, as quais, eu prometo, terão melhor qualidade e um entendimento mais acessível.
Um beijo no coração, Seus merdas.
Hoje não vim relatar nada tão intimista. Na verdade, o maior motivo de estar escrevendo é meu desejo de voltar a ser como antes. Fazer as coisas de antes, e ser competente como fui por bastante tempo. Um recomeço, por que não?
Para quem lê aqui -e duvido muito que alguém leia- deve ter ficado bem perceptível o declínio do meu número de produções, além da decadência da qualidade dos textos, bem como os temas, que, saindo da esfera político-fantasiosa, foram parar como croniquetes dignos da geração Spleen ou mesmo de Álvares de azevedo. Eu sinto-me ridículo. E mais ridículo por perder meu tempo ainda escrevendo isso.
De qualquer forma, tudo finda algum dia. Chega deste bendito paradoxo e vamos, finalmente ao que interessa: Estou de volta, amiguinhos, de corpo e alma, pronto para relatar o quanto minhas costas doem por causa do vestibular ou o quanto geometria analítica transforma meu cérebro em serragem.
Sinto-me pronto, também, para escrever sobre política, pois só terei este manjar novamente daqui há quatro anos, e pretendo, até lá, ocupar minha agenda com coisas muito mais interessantes do que ficar sentado na frente do computador.
Então é isso. Deliciem-se com este bilhete e aguardem pelas próximas crônicas, as quais, eu prometo, terão melhor qualidade e um entendimento mais acessível.
Um beijo no coração, Seus merdas.
sábado, 18 de setembro de 2010
Obs.
Agradeço as almas caridosas e moribundas que leem o meu blog.
Os últimos posts estão um tanto quanto naturalistas, animais, cafajestes e são fruto de um pedaço da alma que eu não possuo, mas idealizo, todos os dias, antes de dormir, caso precise usar algum dia.
Aos que têm espíritos puros e bons, saiam dessa página e vão para o orkut. Ou melhor, desliguem essa porcaria e leiam um livro.
E, para quem ficar, dê uma olhada, depois, nas minhas escrituras lírico-amorosas. Elas, ao menos, tiram a carga negativa do seu monitor.
Carta de resposta.
Caboclo, leio as atualizações do seu blog sempre que posso, mas, enquanto rio na frente do computador, a vida me estupra com uma dúvida cruel: Minha namorada terminou comigo, só que ainda a amo muito.
Por causa disso, tô seguindo num dilema terrível. Sinceramente, não aguento mais olhar pra cara da amiga dela anda -Alice-, a qual anda me dando um mole extremo. De verdade, luto, todos os dias, para não fazer jus ao bom sacana que existe dentro de cada homem.
Me ajuda aí.
Bernardo.
Bernardo,
Soube que a bela Alice andou dando em cima de você. Querido, o que lhe falta para encarnar o espírito do macho dominante, altivo e reprodutor que o mundo tanto necessita?
Sei como se sente, pois, sim, recebi na pele a dor que a lâmina cruel do término de um relacionamento causa. Dói muito Bernardo, contudo vence aquele que levanta-se primeiro. Vire um verdadeiro homem!
"Finalize as paradas", coma o fruto proibido até o caroço, criatura. A mão que o afagou foi a primeira a apedrejar você. Vingue-se, irmão, e faça jus ao estereótipo do bom cafajeste, sem remorso algum.
Agir como eu falo não é de todo ruim; Se somos de marte, é porque algumas mulheres nos mandaram para lá, Bernardo. Saia dessa 'fossa' por cima.
Dê uma chance a quem te quer bem e olhe , ao menos, com atenção para as pessoas que veem você como puro objeto de prazer. Acredite, meu caro, mesmo assim elas estariam fazendo melhor uso de seu corpo másculo, comparadas a sua ex.
Faça sexo e guarde as rosas, os poemas de Shakespeare e o amor para quando sua namorada voltar, Bernardo. Se o passado for saudoso, ela vai retornar, cedo ou tarde, querido. Não se desespere, nem converse com o demônio. É um favor que faz a sí mesmo.
Caboclo.
Pense nisso.
Primeiro vem o beijo, e depois a paixão, podendo estes se alternarem, sem problema algum, na história de um casal. É diferente, contudo, quando chega o amor; ele traz consigo os poemas, as flores e, como, consequência, a grande foda. Física ou mental.
O Amor, indubitavelmente, te fode.
terça-feira, 20 de julho de 2010
Malditos 140 caracteres.
A maioria dos blogueiros fazem parte de uma parcela diminutíssima da população brasileira: Dos que sabem sintetizar idéias em signos verbais.
É um trabalho árduo e que exige muito esforço. O bom escritor conversa consigo mesmo ao escrever, mas deve fazê-lo todo santo dia para não encher-se de ferrugem.
Alguns dizem que é como jogar bola: Deve-se treinar, transpirar... fala sério.
Não transpiramos ao redigir, transcendemos.E escritor que é escritor tem orgasmos múltiplos ao escrever!
"Mas o que o twitter tem a ver com toda essa conversa?"
O desejo de contarmos um pouco de nosso microcosmo para os amigos e conhecidos foi sacada genial, e tiro meu chapéu para o criador do Twitter. Mas pára por aí. Ao ler um blog do qual sou fã, tive de concordar. Portanto, twittarei:
Porra, Biz Stone, não dava para aumentar o número de caracteres?
segunda-feira, 19 de julho de 2010
Amor bandido!
Eu mirei tua boca, teus olhos e tua testa com profundo respeito. Aconteceu no último dia das férias daquele verão. Fiquei atordoado por aquele pedido que mais parecia uma ordem: "Vem aqui, agora!"
- Fui. Com mulheres não se discute. Com belas, se obedece-
Seguimos alguns metros. Teu silêncio, naquele instante, libertou pensamentos cruéis, confesso. O jeito que apertaste minha mão enquanto caminhávamos havia posto grande medo em mim e nos jovens ao nosso redor.
Continuavas apertando minha mão. Mesmo ela extremamente suada, não conseguia soltar-se de tuas garras felinas. Gritei por socorro. Já era tarde demais. Puseste-me num beco e eu fui transformado em tua presa.
Uma sirene te atordoou. Amor, confesso que corri, como nunca na vida. Meu pecado talvez tenha sido olhar para trás e mirar-te uma última vez.
Não me poupaste. Fui carregado e posto contra o muro. Tua beleza tratou de me entorpecer por completo. A chance de escapatória restringiu-se a zero.
Olhei para teus olhos verdes e suspirei; e pensei; e vi tua boca abrir. Tudo se consumou em poucas palavras:
- Agora tu vai preso, Meliante!
Para Best.
A respeito do seu comentário, há uma semana, notei não escrever coisas bonitas. Sabe, Best, apenas retrato a verdade -A qual você e outras pessoas fazem bela.
Querida ......, ou mesmo Best.
Não importe-se como a chamarei. Se Shakespeare disse que uma rosa jamais perderia sua essência e beleza se outro nome tivesse, com você, Flor, não será diferente.
Sim, por mais que mal nos conheçamos, poderia escrever milhões de coisas. O quanto a acho bonita e meiga, o quanto lembro de você quando cai algo... Mas estaria sendo egoísta se omitisse, por exemplo, o valor que tens para todos os seus amigos, inclusive eu. Somos uns sortudos.
És espetacular, Best. Uma das mais doces dentre as que conheço. Todavia, devo fazer uma pequena ressalva: Morro de inveja dos que podem a ver e ouvir - Não é justo, para um menino com tanta habilidade na escrita não ter esse privilégio...Não é justo!
Enfim, tenho de me conformar, não é? São os protocolos da vida. A conheci nos últimos dias de Cesep e hoje, enquanto você ainda está lá, eu estudo para ser médico. Não importa. Um dia nos veremos e torço que não demore tanto.
Quando encontrar com o brilho de seus olhos, querida, por favor, não me pergunte se fazes o meu tipo ou chegue com uma latinha de Coca-Cola. Sabes o que penso sobre essas duas coisas, não? No mais, Best linda, acho que é isso.
Espero que tenha gostado, sinto sua falta.
domingo, 4 de julho de 2010
Saudades
Não sei se você já teve a sensação de que as melhores coisas nem sempre causam tanta saudade quanto as mais estranhas situações. Comigo, pelo menos, isso acontece frequentemente.
Em quase todas as noites, quando encosto a cabeça junto ao travesseiro, o plano da memória vem e acaba me mantendo acordado por cerca de meia hora. Nesse período, um curta metragem do menino rechonchudo que fui passa e posso dizer, sem modéstia alguma: "Minha infância foi saudosamente ridícula!"
Os shorts molhados, lágrimas derramadas, as paixões infantis! Não me canso de escrever o quanto a presença de inocência sentimental em uma criança é bela. Até isso me dá saudade. Se minhas paixões fossem comparadas as do moleque gordinho, ele ganharia de forma inconteste.
Outra coisa que me desperta curiosidade: Como consigo sentir falta de um tempo o qual tinha muito menos prestígio? Se hoje sou 'quase carismático', na rebelde época das papetes do seninha, fui apenas um chatinho apaixonado pela garota de tranças da terceira fila de cadeiras da sala duzentos e um.
Acho que tudo se deve ao velho paradigma da 'grama-do-vizinho'. Se continuasse acima do peso normal e apaixonado, provavelmente sonharia em mudar de situação. Como não sucedera-se dessa forma, sinto o coração apertar frequentemente antes de dormir. E assim minha vida continua.
sábado, 3 de julho de 2010
Intitulável
Ao refletir por alguns minutos depois do jogo, vi o quanto todos estavam sendo absolutamente ridículos, inclusive eu.
A apresentação pífia da seleção superou minhas expectativas. Honestamente, pensei que aquele time esforçado, mas inábil, não passaria sequer da primeira fase. E acabou passando, convencendo me um pouco a crer na possível conquista do Hexacampeonato.
Ontem, dia dois de julho, abri o armário e vesti de corpo e alma o espírito do torcedor brasileiro. O clima que se instalara naquela manhã ensolarada, com adereços verde-amarelo por toda parte, de fato, me contagiou. Ás onze, entravam em campo os onze, mais eu e outros tantos milhões.
Não comentarei sobre o jogo. Sabemos muito bem o que se sucedeu; Foi difícil de aceitar, e mais complicado ainda engolir seco o grito de vitória. Nem chorei, mas houve gente que se afogou nas próprias lágrimas.
Por favor, animem-se. A alienação acabou. Voltamos para as vidinhas como quem volta das férias e devemos ter em mente que nossas respectivas copas são outras. A minha é no final do ano.
domingo, 27 de junho de 2010
Política
O espírito indagador é inerente à espécie humana. O fato de questionarmos nossa origem, sentido de existência e o que nos aguarda futuramente, transforma a realidade em um grande livro a ser lido.
Não refletir, portanto, é cometer um grande crime à sociedade e a sí próprio pois, ao fazê-lo, concepções possivelmente úteis deixam de ser formuladas e jogam o homem no mesmo patamar de reles animais. A Razão é nosso diferencial.
Seguindo nesse raciocínio, o mais indecoroso e perverso ato que se pode praticar a uma pessoa atenderia pelo nome de " A proibição do pensar".
Na maioria das vezes, ele não é feito por coerção, entretanto, ainda considero-o como violência- e das piores-pois negar a ferramenta da dádiva reflexiva entre sorrisos e cinismos dissimulados é tão repugnante quanto matar alguém. É guiar o corpo alheio ao bel prazer. Seria, enfim, o assassinato de um humano propriamente dito.
A exemplo disso, tomo o povo brasileiro como modelo. Governantes inescrupulosos alienam toda uma massa com promessas e políticagem barata; Os princípios democráticos substituidos por alguns trocados e continuamos rindo de tudo. Até enquanto nos roubam -Afinal, quem não pensa, aceita a realidade imposta.
A cura do câncer, a formulação de uma nova corrente filosófica ou o simples fato de escrever um livro dependem, em grande parte, da sua dedicação à mente, lógica e pensamentos, além de teimosia e força de vontade. Se você tiver isso, pode ter certeza que aquele extraordinário brilho em meio à escuridão é seu futuro. Todo seu
segunda-feira, 21 de junho de 2010
Agradecimentos.
Cometi uma grande injustiça ao dedicar minhas palavras à coisas tão supérfluas em vez de dedicar à Ela, que me fez feliz por diversas manhãs, tardes e noites. Ela, a qual conhece o melhor e o pior de mim.
Amanda R., essa é para você:
"Talvez ainda não tenha conseguido decifrar teus olhos, mas sei o quanto eles são importantes para mim.
És responsável por tudo que me cativou, pois simplesmente foste a dona e senhora de uma meiguice explêndida - a qual tenho sorte de ser agraciado (quase) todos os dias.
Além disso, cada simples gesto teu, seja ele um sorriso ou abraço, aliado ao bom humor, me valeram horas. As piores tornaram se melhores, de um jeito que você consegue fazer como poucos que conheço.
Não quero me ver longe de ti. A amizade construída em tão curto intervalo formou alicerces fortes e resistentes ao mais implacável dos inimigos. O tempo.
Os bons momentos ao seu lado, as risadas dadas, as notas escritas no caderno e o desenho feito na última folha de minha pasta estão devidamente guardados. Arquivados no coração, tudo que é posto lá, nunca morre.
É um pedacinho seu que não importa a distância, estará comigo em 2, 4 ou 10 anos.
Você, meu bem, assim como a implacável dúzia de verdadeiros amigos, entrou na (minha curta) história e sinto me perfeitamente à vontade de falar isso (sem quaisquer moderações) : Eu te amo, e agradeço por iluminar os dias.
Não me esquecerei de você."
domingo, 20 de junho de 2010
Filosofia da noite
Entre uns e outros copos de bebida, consigo formular certos pensamentos interessantes.
O grande problema é que, por minha irresponsabilidade, talvez, acabo esquecendo de eternizá-los em uma folha de papel ou página da internet, e assim eles acabam se perdendo para sempre.
Hoje, por mais que minha reflexão não seja algo genial, resolvi postar no blog. Ninguém sabe quando precisarei dela.
"Talvez a única vantagem de se seguir sozinho seja o fato de só ter de conhecer a sí próprio"
Pensamentos são como mulheres. Acredite, é sempre bom ter uma reserva.
Não queira saber a falta que tais coisas fazem.
A escassez de idéias, bem como a escassez de moças é simplesmente triste, pois o instinto acaba dominando a razão.
sexta-feira, 18 de junho de 2010
Observação do Autor.
Os textos permeados de lirismo não fazem o meu tipo, Sério. Entretanto, a qualidade dos clientes define a qualidade do produto;
Lido com poetas da vida e por isso preciso saber escrever com os sentimentos à flor da pele para comprar meu pão de cada dia.
Se querem ler política, filosofia ou coisas muito mais úteis, espero que deem uma olhada:
O conteúdo é excelente e desce como um bom vinho. Aviso dado!
Plantas...
Durante minhas tardes de segundas e sextas escrevo. Não no blog, mas em um um lugar extremamente amável. A oficina de redação pode me oferecer conhecimentos, uma cadeira confortável e um ambiente necessário para as idéias fluírem.
Além disso, adoro os paceiros que fiz e ainda faço por lá. Uma dessas pessoas é a Amanda. Ela foi escolhida pra falar sobre amor, e a proposta era fazer uma carta de resposta à ela.
Eu comecei assim:
Querida Amanda,
Ao ouvir seu tocante parecer sobre o amor, sucedeu me compartilhar minhas sinceras opiniões sobre tal sentimento e suas consequências. Ultimamente, já que não tenho escrito sobre outra coisa, "pegarei esse gancho".
Segundo Luiz de Camões, Amor é fogo que arde sem se ver, e segundo outro autor -O qual tristemente não lembro o nome- esse sentimento poderia ser uma flor, uma colher ou um bife. Posso lhe dizer que fico no meio das duas definições, entre um e outro.
Minhas experiências de vida defendem a tese de que o Amor é, paradoxalmente, simples e sofisticado, porém nunca apenas uma dessas coisas. É poeta e bárbaro, suave e arrebatador, enfim, incomensurável.
Cabe a mim dizer também que ele é como uma planta que cresce conforme o terreno no qual foi plantada, isto é, se houver um bom clima, o seu amor pode se tornar uma bela flor Miosotis. Se o terreno for maltratado, entretanto, tenha em mente que aquela futura planta carnívora comerá seu coração.
Amanda, lembre se de que isso foi apenas um ensaio de idéias que desenvolvi durante minha curta existência. Não espero- E nem desejo- que sigas veementemente o que lhe escrevi. Se a humanidade, em mais de dois mil anos, não conseguiu explicar esse sentimento, acho improvável minha explicação ser seguida inconteste dentro de um modo de vida.
Atenciosamente, ***********
segunda-feira, 14 de junho de 2010
Confissões
Tenho que admitir minha total fraqueza perante ao sexo feminino. Seus enormes desejos pelo lirismo exacerbado -Na maioria das vezes- me obriga aos exageros dignos de um Byroniano. Se uma mulher dissesse a mim "Quero poesia em minha vida", eu acabaria afogando a com quartetos e tercetos. Seria um chato!
sábado, 12 de junho de 2010
O dia doze é especial; As flores chegam em todos os narizes, as musicas românticas bailam nas cabeças...enfim.
E nessa data tão especial só tenho um único pedido: Me expliquem o porquê de noventa por cento das pessoas que eu conheço estão na frente do computador agora. Sério.
Há um sol poente lá fora. Será que só eu percebi isso? Estamos falando indiretamente de amor. Era pra ser real.
Era pra ser. Ah droga.
É real.
Assim como...O homem na lua, presidente negro nos estados unidos e brancos morando no Soweto. Isso.
...
A verdade é que o dia dos namorados marca mais os solteiros do que os próprios namorados. Até a categoria de amantes está anos luz a frente dos pombinhos.
Você, sim, você, sabe muito bem disso. Aquele negócio todo de noite dos solteiros e seu amigo dançando porre naquele dia doze está fresco na sua mente.
E a garota que foi tão sem vergonha ao te jogar na parede? aquilo é dia doze, meu bem.
Dia doze das putarias, das festas a Dionísio, dos bacanais romanos. Das lágrimas e dos socos desferidos contra o muro.
É a mágica dessa data.
Não vi pássaros cantarem mais, nem me senti demasiadamente inspirado. Acordei e tomei meu café como um rei. Rí das putas, dos nerds, da vida. E saí mais leve ao fim da tarde.
Como um verdadeiro solteiro deveria fazer.
O mundo não pára, nem para o amor. Viva sua vida e seja seu melhor namorado.
Acho que é tudo que posso dizer.
quinta-feira, 3 de junho de 2010
Meu quati chamado Paraty ๏̯͡๏)

Eu sempre tive muitos animais aqui por casa. Mas um, em toda história da biodiversidade de meu magnífico quintal, me chamou mais atenção.
Era um Quati chamado paraty. Uns chamam esquilo, outros gambá. Eu chamo Quati, pra rimar mesmo. Paraty, o Quati.
Na verdade, o nome dele nem era esse, mas quando o recebi de presente do capitão do mato houve um vazio de criatividade. Dessa forma, Sucedeu me chamá-lo da última frase que ouvira.
"Para tu..."
Paratu era pouco estilístico, então fiz uma ligeira adaptação léxico-fonética.
-Paraty, o quati. Perfeito.
Entretanto, a história é do animal, e não do nome dele.
...Continuando. Ele foi o bicho que mais me chamou atenção, pois tinha uma afetividade para comigo.
Quando eu sumia na névoa, em direção as bebidas, ele me esperava até a manhã seguinte, e ai de mim se não aparecesse.
Não raras foram as vezes que fui acordado no meio da calçada com Paraty jogando nozes em minhas temporas. Ele se preocupava com minha saúde e bem estar. Afinal, se a ressaca me abatesse, as escrituras sairiam ruins o suficiente para eu não poder comprar nossa comida.
Foram bons os dias que Paraty passou ao meu lado. As manhãs ensolaradas, com ele brincando entre as gramíneas são imagens que descansam em um canto alvo de minha mente. E mais alvo ainda, e mais recente também, foi quando ele salvou minha vida.
Em uma noite chuvosa, eu caminhava pelos cantos desérticos da cidade velha, voltando da boemia belenense.
E sim, já tinha em mente que Paraty deveria estar furioso comigo, mas necessitava espairecer meio a sacanagem noturna; Foi um dia difícil.
Continuei caminhando até o alcool apertar minha cabeça fortemente. Dobrei na primeira esquina que meus pés acharam, chutando todas as caixas de papelão possíveis.
As duas horas, eu já tinha chegado na presidente vargas, quando de repente vi lançar sob minha frente um mendigo muito mais alcolizado que minha pessoa.
Ele carregava uma barra de ferro, se me lembro bem. E gritava demasiadamente: "Filha da puta, cadê minha caixa de papelão?"
Eu, sinceramente, mal sabia o que fazer. Ele alçava veloz em minha direção.
Calculei que a única forma de sobrevivência possível seria correr. Essa idéia, mais breve que um sopro, foi a última que tive antes de Paraty salvar minha vida.
O Quati, vindo das trevas, com suas asinhas abertas, varou no olho do mendigo. A Barra de ferro ricocheteava no ar.
Paraty me deu o tempo suficiente para fugir.
Desde então, nunca mais o vi. Uns dizem que ele foi encontrado morto, no mesmo lugar de sua ultima aparição, entretanto, prefiro acreditar que ele está no mais alto panteão de heróis que o mundo pode oferecer.
Essa é uma história verídica, Do Quati Paraty.
Lesbianismo
Há alguns anos, era comum ver garotos insinuando sobre a sexualidade homo de seus amiguinhos. Contudo, entre meninas esse tipo de brincadeira sempre foi pouco frequente. Quer dizer, sempre não, hoje já conseguimos notar a globalização veicular através dos continentes muito mais que conhecimentos uteis. Certa vez, quando andava pelo Shopping, pude contemplar uma conversa memorável:
-Ai, Ju, tu viu a Megan fox no filme "A garota infernal"?
-Vi sim. O que tem ela?
-Ela não tava linda?
-TU É LÉSBICA?!
-Ahn?
-Eu perguntei se tu és lésbica.
-Ah, fala sério, Ju. Tás de brincadeira né?
-Primeiro me responde.
-Ah, Ju, sou lésbica sim...
-Sério?
-Sério, e a primeira que eu vou comer vai ser a tua mãe.
...
Ainda preciso comentar mais alguma coisa? Esse mundo está perdido. E essa conversa vai ficar presa na minha memória por muitos anos. É sinal do apocalipse chegando, gente!
quinta-feira, 27 de maio de 2010
Our Blody Valentine
O Dia dos namorados ou dia de São Valentim, assim conhecido em certos lugares, é uma data totalmente especial para os casais do mundo inteiro e mais ainda para donos de moteis e floriculturas.
"Houston, we have a problem"
Também é um período atípico, permeado de extremos e ridículos, motores da sociedade capitalista contemporânea - Por mais difícil que seja para qualquer um admitir, ele muda as pessoas. Apaixonadas ou não.
Exempli gratia, quando chega 12 de junho, certos homens, influenciados por uma semioverdose de comédias românticas, resolvem se declamar em meio ao trânsito, dançar com velhinhas ou impedir que sua melhor amiga se case com um cara extremamente perfeito. E começam as reações em cadeia.
"Houston, we have a problem"Coisas como essas acabam atrapalhando o fluxo normal, das pessoas normais, que vivem normalmente apenas desejando a normalização da situação.
Resultado: O Mundo pára.
...Assim como parou em todas as vezes que o amor esteve presente em tamanho família. Foi desse modo com São Valentim, guerra de Tróia, movimento Hippie ou no filme de Taylor Lautner e Taylor Swift.
...
O Amor é uma inconstância constante nas eras da humanidade. Por mais que eu o critique, pago pau pra quem dedica a vida a esse sentimento tão ingrato e paradoxal.
Por isso ainda me proponho a escrever sobre ele.
Se o assunto fosse sacanagem, posto que faça vez por outra Odes à ela, nesse exato momento estaria dormido, sonhando com modelos que não me cabe dizer os nomes.
Boa noite, Amigos, que o amor esteja com vocês - Ou não.
quarta-feira, 26 de maio de 2010
"Tentar conquistar o mundo."
Tomei conhecimento há alguns dias do verdadeiro plano de Lula para a dominação mundial. Ou quase isso.

O fato é que nosso caridoso Presidente ao doar dinheiro para o Haiti, emprestar à Grécia e meter o bedelho no caso do Irã, não estava sendo iluminado pelo Divino Espírito Santo apenas.
Lula, na verdade, deseja uma cadeira cativa na Organização das nações unidas, em especial a de secretário geral, posto hoje pertencente ao Sul Coreano Ban ki-moon.
...
Vemos aí uma disparidade. Enquanto o Senhor Presidente, pai dos pobres, com a escolaridade por fazer, está a alguns passos do topo do mundo, onde Napoleão e Otávio Augusto estiveram, eu, cidadão de ensino médio completo, só almejo a um singelo lugar na universidade. Seria pedir demais?
Saiba, Lula, que você não leva essa. Não só o Brasil, mas o mundo inteiro tem uma dívida extremamente grande com os filhos da África. E pelo sistema de cotas, a Cadeira é do Obama.
Boa noite, companheiros.
Tenho um amigo chamado João. E não é pseudônimo, não. É João de João mesmo.
Não queiram me ver puto. Sério.
Ter conhecido ele foi como chegar em um banheiro com a bexiga a ponto de estourar. Foi Aliviante, algo de extrema utilidade para mim, pois não raro estou com vontade de matar alguns pobres seres.
Não queiram me ver puto. Sério. Há dias que o cão domina a gente. Isso é fato.
Uns tempos atrás, para relaxar, muitos camaradas me aconselharam escrever, tomar maracujina ou entrar para uma igreja e coisas do Gênero. Fiquei com a primeira opção. E aí que entra o João, meio que pra rimar com a história que conto a vocês.
Escrever é como fazer sexo.Quem já fez dificilmente vai querer fazer sozinho de novo. É assim com a vida, com as palavras e com quase tudo nesse universo.
João é a minha cobaia -Nas escrituras, não no sexo, porra. Tudo que eu produzo tem de passar por ele. Como em um teste de qualidade. Se o menino não ri, tenho a prova concreta do fracasso do texto. Se ele diz "publica", publico.
Esse artigo vai pra João, uma dedicatória, afinal, muitas pessoas poderiam ter cometido o suicídio ao ler qualquer uma das minhas pérolas rejeitadas com escárnio por ele.
Espero que leia, esse texto não passou por você, camarada.
Merchã Inútil.
"Com o clima de copa do Mundo, gostaríamos de convidá-los a conhecer nosso mais novo produto. Prática e estupenda, a seringueira do novo milênio é milhões de vezes melhor que a antiga Hevea Brasiliensis. Suas bolas de boracha, as famosas batatas, vêm em formato aero-dinâmico, prontas para um melhor desempenho in/off field.
Além disso, adquirindo a Hevea 2000, você ganha uma peixeira e uma tigelinha do seringueiro moderno."
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