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sábado, 3 de julho de 2010

Intitulável

Ao refletir por alguns minutos depois do jogo, vi o quanto todos estavam sendo absolutamente ridículos, inclusive eu.
A apresentação pífia da seleção superou minhas expectativas. Honestamente, pensei que aquele time esforçado, mas inábil, não passaria sequer da primeira fase. E acabou passando, convencendo me um pouco a crer na possível conquista do Hexacampeonato.
Ontem, dia dois de julho, abri o armário e vesti de corpo e alma o espírito do torcedor brasileiro. O clima que se instalara naquela manhã ensolarada, com adereços verde-amarelo por toda parte, de fato, me contagiou. Ás onze, entravam em campo os onze, mais eu e outros tantos milhões.
Não comentarei sobre o jogo. Sabemos muito bem o que se sucedeu; Foi difícil de aceitar, e mais complicado ainda engolir seco o grito de vitória. Nem chorei, mas houve gente que se afogou nas próprias lágrimas.
Por favor, animem-se. A alienação acabou. Voltamos para as vidinhas como quem volta das férias e devemos ter em mente que nossas respectivas copas são outras. A minha é no final do ano.

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