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terça-feira, 20 de julho de 2010

Malditos 140 caracteres.

A maioria dos blogueiros fazem parte de uma parcela diminutíssima da população brasileira: Dos que sabem sintetizar idéias em signos verbais.
É um trabalho árduo e que exige muito esforço. O bom escritor conversa consigo mesmo ao escrever, mas deve fazê-lo todo santo dia para não encher-se de ferrugem.
Alguns dizem que é como jogar bola: Deve-se treinar, transpirar... fala sério.
Não transpiramos ao redigir, transcendemos.E escritor que é escritor tem orgasmos múltiplos ao escrever!

"Mas o que o twitter tem a ver com toda essa conversa?"

O desejo de contarmos um pouco de nosso microcosmo para os amigos e conhecidos foi sacada genial, e tiro meu chapéu para o criador do Twitter. Mas pára por aí. Ao ler um blog do qual sou fã, tive de concordar. Portanto, twittarei:
Porra, Biz Stone, não dava para aumentar o número de caracteres?






segunda-feira, 19 de julho de 2010

Amor bandido!

Eu mirei tua boca, teus olhos e tua testa com profundo respeito. Aconteceu no último dia das férias daquele verão. Fiquei atordoado por aquele pedido que mais parecia uma ordem: "Vem aqui, agora!"
- Fui. Com mulheres não se discute. Com belas, se obedece-
Seguimos alguns metros. Teu silêncio, naquele instante, libertou pensamentos cruéis, confesso. O jeito que apertaste minha mão enquanto caminhávamos havia posto grande medo em mim e nos jovens ao nosso redor.
Continuavas apertando minha mão. Mesmo ela extremamente suada, não conseguia soltar-se de tuas garras felinas. Gritei por socorro. Já era tarde demais. Puseste-me num beco e eu fui transformado em tua presa.
Uma sirene te atordoou. Amor, confesso que corri, como nunca na vida. Meu pecado talvez tenha sido olhar para trás e mirar-te uma última vez.
Não me poupaste. Fui carregado e posto contra o muro. Tua beleza tratou de me entorpecer por completo. A chance de escapatória restringiu-se a zero.
Olhei para teus olhos verdes e suspirei; e pensei; e vi tua boca abrir. Tudo se consumou em poucas palavras:
- Agora tu vai preso, Meliante!

Para Best.

A respeito do seu comentário, há uma semana, notei não escrever coisas bonitas. Sabe, Best, apenas retrato a verdade -A qual você e outras pessoas fazem bela.
Querida ......, ou mesmo Best.
Não importe-se como a chamarei. Se Shakespeare disse que uma rosa jamais perderia sua essência e beleza se outro nome tivesse, com você, Flor, não será diferente.
Sim, por mais que mal nos conheçamos, poderia escrever milhões de coisas. O quanto a acho bonita e meiga, o quanto lembro de você quando cai algo... Mas estaria sendo egoísta se omitisse, por exemplo, o valor que tens para todos os seus amigos, inclusive eu. Somos uns sortudos.
És espetacular, Best. Uma das mais doces dentre as que conheço. Todavia, devo fazer uma pequena ressalva: Morro de inveja dos que podem a ver e ouvir - Não é justo, para um menino com tanta habilidade na escrita não ter esse privilégio...Não é justo!
Enfim, tenho de me conformar, não é? São os protocolos da vida. A conheci nos últimos dias de Cesep e hoje, enquanto você ainda está lá, eu estudo para ser médico. Não importa. Um dia nos veremos e torço que não demore tanto.
Quando encontrar com o brilho de seus olhos, querida, por favor, não me pergunte se fazes o meu tipo ou chegue com uma latinha de Coca-Cola. Sabes o que penso sobre essas duas coisas, não? No mais, Best linda, acho que é isso.
Espero que tenha gostado, sinto sua falta.

domingo, 4 de julho de 2010

Saudades

Não sei se você já teve a sensação de que as melhores coisas nem sempre causam tanta saudade quanto as mais estranhas situações. Comigo, pelo menos, isso acontece frequentemente.
Em quase todas as noites, quando encosto a cabeça junto ao travesseiro, o plano da memória vem e acaba me mantendo acordado por cerca de meia hora. Nesse período, um curta metragem do menino rechonchudo que fui passa e posso dizer, sem modéstia alguma: "Minha infância foi saudosamente ridícula!"
Os shorts molhados, lágrimas derramadas, as paixões infantis! Não me canso de escrever o quanto a presença de inocência sentimental em uma criança é bela. Até isso me dá saudade. Se minhas paixões fossem comparadas as do moleque gordinho, ele ganharia de forma inconteste.
Outra coisa que me desperta curiosidade: Como consigo sentir falta de um tempo o qual tinha muito menos prestígio? Se hoje sou 'quase carismático', na rebelde época das papetes do seninha, fui apenas um chatinho apaixonado pela garota de tranças da terceira fila de cadeiras da sala duzentos e um.
Acho que tudo se deve ao velho paradigma da 'grama-do-vizinho'. Se continuasse acima do peso normal e apaixonado, provavelmente sonharia em mudar de situação. Como não sucedera-se dessa forma, sinto o coração apertar frequentemente antes de dormir. E assim minha vida continua.

sábado, 3 de julho de 2010

Intitulável

Ao refletir por alguns minutos depois do jogo, vi o quanto todos estavam sendo absolutamente ridículos, inclusive eu.
A apresentação pífia da seleção superou minhas expectativas. Honestamente, pensei que aquele time esforçado, mas inábil, não passaria sequer da primeira fase. E acabou passando, convencendo me um pouco a crer na possível conquista do Hexacampeonato.
Ontem, dia dois de julho, abri o armário e vesti de corpo e alma o espírito do torcedor brasileiro. O clima que se instalara naquela manhã ensolarada, com adereços verde-amarelo por toda parte, de fato, me contagiou. Ás onze, entravam em campo os onze, mais eu e outros tantos milhões.
Não comentarei sobre o jogo. Sabemos muito bem o que se sucedeu; Foi difícil de aceitar, e mais complicado ainda engolir seco o grito de vitória. Nem chorei, mas houve gente que se afogou nas próprias lágrimas.
Por favor, animem-se. A alienação acabou. Voltamos para as vidinhas como quem volta das férias e devemos ter em mente que nossas respectivas copas são outras. A minha é no final do ano.