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domingo, 13 de dezembro de 2009

Há uma cidadela no interior da Amazônia chamada de Brangança. Pois bem. Por tempos e tempos esse lugar foi tocado com causos, sendo um deles merecedor de vossas leituras.
A história é curiosa e começa em dia bem chuvoso. Como costume de lá, para pessoas inocentes não morrerem de tédio, contam se os acontecimentos enquanto a água cai do céu.



-Vô, me conta uma história?

O velho estava exausto. Só o fato de ver as gotas d'água descendo e se espatifando no chão o cansava. Entretanto, não contar uma estória seria grande afronta a sanidade e memória dos Octagenários.

-Sabe, filho - Começou, despregando os olhos lentamente- Me lembrei de um fato interessante... Quando tinha sua idade, iamos pra casa do Velho Agenor. Gostávamos de ouvi lo. Não que ele fosse um exímio narrador. Não era. O seu grande atrativo era outro:...Agenor peidava enquanto falava de seus causos.

-HAUHAU, que droga, Vô.

-Era divertido. Durante algum tempo ele tornou se nosso contador de histórias . O Forrest Gump de sistema digestório incompleto!
Foram bons tempos chuvosos, riamos demais.

-Sério, Vô?

-Seríssimo. E ele nem gostava tanto daquele dom. Dizia ser uma maldição que seria passada para outra pessoa logo quando morresse. Talvez tenha previsto mesmo. Dias depois, O Velho Agenor, ao contar um dos seus célebres contos, acabou peidando tão forte, que suas tripas voaram longe.

-HAUAHU, credo, vô.

-ééé, filho. Ahh, bons tempos do Saudoso Agenor.


Purp

-HAUHAU, credo, Vô! O senhor soltou um pum.

Então o cenário emudeceu se.

-Vô? vovô? Socorro!!!