Apesar de todas as catástrofes, há sempre um recomeço, melancólico, porém ainda recomeço.
Hoje não vim relatar nada tão intimista. Na verdade, o maior motivo de estar escrevendo é meu desejo de voltar a ser como antes. Fazer as coisas de antes, e ser competente como fui por bastante tempo. Um recomeço, por que não?
Para quem lê aqui -e duvido muito que alguém leia- deve ter ficado bem perceptível o declínio do meu número de produções, além da decadência da qualidade dos textos, bem como os temas, que, saindo da esfera político-fantasiosa, foram parar como croniquetes dignos da geração Spleen ou mesmo de Álvares de azevedo. Eu sinto-me ridículo. E mais ridículo por perder meu tempo ainda escrevendo isso.
De qualquer forma, tudo finda algum dia. Chega deste bendito paradoxo e vamos, finalmente ao que interessa: Estou de volta, amiguinhos, de corpo e alma, pronto para relatar o quanto minhas costas doem por causa do vestibular ou o quanto geometria analítica transforma meu cérebro em serragem.
Sinto-me pronto, também, para escrever sobre política, pois só terei este manjar novamente daqui há quatro anos, e pretendo, até lá, ocupar minha agenda com coisas muito mais interessantes do que ficar sentado na frente do computador.
Então é isso. Deliciem-se com este bilhete e aguardem pelas próximas crônicas, as quais, eu prometo, terão melhor qualidade e um entendimento mais acessível.
Um beijo no coração, Seus merdas.

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