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domingo, 31 de outubro de 2010

É hoje

Hoje, último dia do mês de outubro, é data deveras importante para o Brasil: Poderemos escolher, dentre dois candidatos es-pe-ta-cu-la-res, o nosso presidente, máximo representante de uma nação democrática e gerenciador de inúmeras reservas petrolíferas, da Amazônia e de verbas faraônicas destinadas a construção de complexos esportivos para a Copa e Olimpíadas, em 2014 e 2016, respectivamente. Significa muita coisa, não?
Tendo conhecimento disso, resolvi abrir meu coração sincero, e mandar, docemente, Dilma e Serra se foderem. E não é apenas "se foderem" em sí, mas sim um efusivo sefodam.com, pois perdi parte da minha vida esperando discussões úteis que, no fim, faltaram.
Quis saber quantas escolas seriam feitas no norte e nordeste, regiões muito atrasadas, mesmo para um país emergente. Também queria que falassem do minério daqui, ao menos um pouco. E de nossas florestas. E de nossas vidas, ligadas ao estado de modo mais estatístico do que humano. Nada disso aconteceu.
Disseram serem contra o aborto, muito embora acho que a candidata Dilma, "nunca-antes-eleita-para-qualquer-coisa-neste-país", não saiba, da missa, metade. Rosnaram, entre sí, nomes de Paulo Preto e Erenice (Mas quem Diabos é Paulo Preto, meu Deus?!) e finalizaram a campanha discutindo, cordialmente, se o OVNI jogado no enorme alvo que a calvície de José Serra se transformara havia sido uma bolinha de papel ou um rolo de fita durex. Façam-me o favor.
Já que estamos numa idiocracia, o melhor a ser feito é abolir as eleições e decidir tudinho em uma dança, no Domingão do Faustão. Desse modo popamos tempo, dinheiro e, sobretudo, paciência.

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