Já ouvi pessoas utilizarem os termos "putos" e "cafajestes" como sinônimos em diversas ocasiões, corroborando para o fato de que muita gente desconhece a linha não tão tênue entre uma e outra coisa. Pois deixe-me esclarecer.
Putos e putas, para quem não sabe, são palavras designadas a almas quase nada seletivas, as quais entregam o corpo a torto e a direito aos que se dispuserem a dar migalhas, nem sempre relacionadas com dinheiro. Detém ínfimo poder de escolha, não oferecem resistência. Em suma: Por possuirem a mente fraca, fazem com que o amor prórpio padeça.
Cafajestes, por sua vez, pertencem a milhões de estirpes que convergem a uma característica substancial: A arte de petiscar. Fazem isso com primazia. Saboreiam pouco, apenas o que querem, quando querem e, sobretudo, o suficiente para não apaixonarem-se, requisito principal de um lovegame perfeito.
Bem disse, são diversos: Homens, mulheres, ricos, pobres, bonitos, tímidos, feios, com ou sem emprego e nome falsos, famosos ou não. Todos gênios, ambiciosos e soberbos, mimados pelos louros de suas conquistas. Isto é ser cafajeste; temos muito de aprender com eles.
O leitor deve estar se perguntando quanto a mim. Honestamente, não enquadro-me, graças a Deus, em nenhum dos casos. Sei escolher, bem como aprendi a lidar com a situação se, por algum motivo, receber sonoros "não". Aliás, apego-me ás pessoas. Transformo petisco em manjar. E saboreio até chorar de cólicas.

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