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sábado, 12 de junho de 2010

O dia doze é especial; As flores chegam em todos os narizes, as musicas românticas bailam nas cabeças...enfim.
E nessa data tão especial só tenho um único pedido: Me expliquem o porquê de noventa por cento das pessoas que eu conheço estão na frente do computador agora. Sério.
Há um sol poente lá fora. Será que só eu percebi isso? Estamos falando indiretamente de amor. Era pra ser real.



Era pra ser. Ah droga.
É real.
Assim como...O homem na lua, presidente negro nos estados unidos e brancos morando no Soweto. Isso.



...





A verdade é que o dia dos namorados marca mais os solteiros do que os próprios namorados. Até a categoria de amantes está anos luz a frente dos pombinhos.

Você, sim, você, sabe muito bem disso. Aquele negócio todo de noite dos solteiros e seu amigo dançando porre naquele dia doze está fresco na sua mente.
E a garota que foi tão sem vergonha ao te jogar na parede? aquilo é dia doze, meu bem.
Dia doze das putarias, das festas a Dionísio, dos bacanais romanos. Das lágrimas e dos socos desferidos contra o muro.
É a mágica dessa data.
Não vi pássaros cantarem mais, nem me senti demasiadamente inspirado. Acordei e tomei meu café como um rei. Rí das putas, dos nerds, da vida. E saí mais leve ao fim da tarde.
Como um verdadeiro solteiro deveria fazer.
O mundo não pára, nem para o amor. Viva sua vida e seja seu melhor namorado.
Acho que é tudo que posso dizer.




quinta-feira, 3 de junho de 2010

Meu quati chamado Paraty ๏̯͡๏)


Eu sempre tive muitos animais aqui por casa. Mas um, em toda história da biodiversidade de meu magnífico quintal, me chamou mais atenção.
Era um Quati chamado paraty. Uns chamam esquilo, outros gambá. Eu chamo Quati, pra rimar mesmo. Paraty, o Quati.
Na verdade, o nome dele nem era esse, mas quando o recebi de presente do capitão do mato houve um vazio de criatividade. Dessa forma, Sucedeu me chamá-lo da última frase que ouvira.
"Para tu..."
Paratu era pouco estilístico, então fiz uma ligeira adaptação léxico-fonética.
-Paraty, o quati. Perfeito.


Entretanto, a história é do animal, e não do nome dele.

...Continuando. Ele foi o bicho que mais me chamou atenção, pois tinha uma afetividade para comigo.
Quando eu sumia na névoa, em direção as bebidas, ele me esperava até a manhã seguinte, e ai de mim se não aparecesse.
Não raras foram as vezes que fui acordado no meio da calçada com Paraty jogando nozes em minhas temporas. Ele se preocupava com minha saúde e bem estar. Afinal, se a ressaca me abatesse, as escrituras sairiam ruins o suficiente para eu não poder comprar nossa comida.
Foram bons os dias que Paraty passou ao meu lado. As manhãs ensolaradas, com ele brincando entre as gramíneas são imagens que descansam em um canto alvo de minha mente. E mais alvo ainda, e mais recente também, foi quando ele salvou minha vida.
Em uma noite chuvosa, eu caminhava pelos cantos desérticos da cidade velha, voltando da boemia belenense.
E sim, já tinha em mente que Paraty deveria estar furioso comigo, mas necessitava espairecer meio a sacanagem noturna; Foi um dia difícil.
Continuei caminhando até o alcool apertar minha cabeça fortemente. Dobrei na primeira esquina que meus pés acharam, chutando todas as caixas de papelão possíveis.
As duas horas, eu já tinha chegado na presidente vargas, quando de repente vi lançar sob minha frente um mendigo muito mais alcolizado que minha pessoa.
Ele carregava uma barra de ferro, se me lembro bem. E gritava demasiadamente: "Filha da puta, cadê minha caixa de papelão?"
Eu, sinceramente, mal sabia o que fazer. Ele alçava veloz em minha direção.
Calculei que a única forma de sobrevivência possível seria correr. Essa idéia, mais breve que um sopro, foi a última que tive antes de Paraty salvar minha vida.
O Quati, vindo das trevas, com suas asinhas abertas, varou no olho do mendigo. A Barra de ferro ricocheteava no ar.
Paraty me deu o tempo suficiente para fugir.
Desde então, nunca mais o vi. Uns dizem que ele foi encontrado morto, no mesmo lugar de sua ultima aparição, entretanto, prefiro acreditar que ele está no mais alto panteão de heróis que o mundo pode oferecer.
Essa é uma história verídica, Do Quati Paraty.










Lesbianismo

Há alguns anos, era comum ver garotos insinuando sobre a sexualidade homo de seus amiguinhos. Contudo, entre meninas esse tipo de brincadeira sempre foi pouco frequente. Quer dizer, sempre não, hoje já conseguimos notar a globalização veicular através dos continentes muito mais que conhecimentos uteis. Certa vez, quando andava pelo Shopping, pude contemplar uma conversa memorável:

-Ai, Ju, tu viu a Megan fox no filme "A garota infernal"?
-Vi sim. O que tem ela?
-Ela não tava linda?
-TU É LÉSBICA?!
-Ahn?
-Eu perguntei se tu és lésbica.
-Ah, fala sério, Ju. Tás de brincadeira né?
-Primeiro me responde.
-Ah, Ju, sou lésbica sim...
-Sério?
-Sério, e a primeira que eu vou comer vai ser a tua mãe.
...
Ainda preciso comentar mais alguma coisa? Esse mundo está perdido. E essa conversa vai ficar presa na minha memória por muitos anos. É sinal do apocalipse chegando, gente!

quinta-feira, 27 de maio de 2010

Our Blody Valentine

O Dia dos namorados ou dia de São Valentim, assim conhecido em certos lugares, é uma data totalmente especial para os casais do mundo inteiro e mais ainda para donos de moteis e floriculturas.
Também é um período atípico, permeado de extremos e ridículos, motores da sociedade capitalista contemporânea - Por mais difícil que seja para qualquer um admitir, ele muda as pessoas. Apaixonadas ou não.

Exempli gratia, quando chega 12 de junho, certos homens, influenciados por uma semioverdose de comédias românticas, resolvem se declamar em meio ao trânsito, dançar com velhinhas ou impedir que sua melhor amiga se case com um cara extremamente perfeito. E começam as reações em cadeia.



"Houston, we have a problem"


Coisas como essas acabam atrapalhando o fluxo normal, das pessoas normais, que vivem normalmente apenas desejando a normalização da situação.

Resultado: O Mundo pára.
...Assim como parou em todas as vezes que o amor esteve presente em tamanho família. Foi desse modo com São Valentim, guerra de Tróia, movimento Hippie ou no filme de Taylor Lautner e Taylor Swift.
...
O Amor é uma inconstância constante nas eras da humanidade. Por mais que eu o critique, pago pau pra quem dedica a vida a esse sentimento tão ingrato e paradoxal.
Por isso ainda me proponho a escrever sobre ele.
Se o assunto fosse sacanagem, posto que faça vez por outra Odes à ela, nesse exato momento estaria dormido, sonhando com modelos que não me cabe dizer os nomes.
Boa noite, Amigos, que o amor esteja com vocês - Ou não.









quarta-feira, 26 de maio de 2010

"Tentar conquistar o mundo."
Tomei conhecimento há alguns dias do verdadeiro plano de Lula para a dominação mundial. Ou quase isso.



O fato é que nosso caridoso Presidente ao doar dinheiro para o Haiti, emprestar à Grécia e meter o bedelho no caso do Irã, não estava sendo iluminado pelo Divino Espírito Santo apenas.
Lula, na verdade, deseja uma cadeira cativa na Organização das nações unidas, em especial a de secretário geral, posto hoje pertencente ao Sul Coreano Ban ki-moon.
...
Vemos aí uma disparidade. Enquanto o Senhor Presidente, pai dos pobres, com a escolaridade por fazer, está a alguns passos do topo do mundo, onde Napoleão e Otávio Augusto estiveram, eu, cidadão de ensino médio completo, só almejo a um singelo lugar na universidade. Seria pedir demais?
Saiba, Lula, que você não leva essa. Não só o Brasil, mas o mundo inteiro tem uma dívida extremamente grande com os filhos da África. E pelo sistema de cotas, a Cadeira é do Obama.
Boa noite, companheiros.


Tenho um amigo chamado João. E não é pseudônimo, não. É João de João mesmo.
Ter conhecido ele foi como chegar em um banheiro com a bexiga a ponto de estourar. Foi Aliviante, algo de extrema utilidade para mim, pois não raro estou com vontade de matar alguns pobres seres.



Não queiram me ver puto. Sério.

Há dias que o cão domina a gente. Isso é fato.
Uns tempos atrás, para relaxar, muitos camaradas me aconselharam escrever, tomar maracujina ou entrar para uma igreja e coisas do Gênero. Fiquei com a primeira opção. E aí que entra o João, meio que pra rimar com a história que conto a vocês.
Escrever é como fazer sexo.Quem já fez dificilmente vai querer fazer sozinho de novo. É assim com a vida, com as palavras e com quase tudo nesse universo.
João é a minha cobaia -Nas escrituras, não no sexo, porra. Tudo que eu produzo tem de passar por ele. Como em um teste de qualidade. Se o menino não ri, tenho a prova concreta do fracasso do texto. Se ele diz "publica", publico.
Esse artigo vai pra João, uma dedicatória, afinal, muitas pessoas poderiam ter cometido o suicídio ao ler qualquer uma das minhas pérolas rejeitadas com escárnio por ele.
Espero que leia, esse texto não passou por você, camarada.


Merchã Inútil.
"Com o clima de copa do Mundo, gostaríamos de convidá-los a conhecer nosso mais novo produto. Prática e estupenda, a seringueira do novo milênio é milhões de vezes melhor que a antiga Hevea Brasiliensis. Suas bolas de boracha, as famosas batatas, vêm em formato aero-dinâmico, prontas para um melhor desempenho in/off field.
Além disso, adquirindo a Hevea 2000, você ganha uma peixeira e uma tigelinha do seringueiro moderno."